First day… we never forget!

Galera…. depois de uma loonga, mas confortavel viagem, cheguei a Miami. Quando desembarcamos, nos dirigimos  a alfandega. Chegando la, o oficial, muito simpatico, me olha e me pergunta: MOHAMED?

 ”Agora fudeu” pensei. Mas ele so estava brincando. Disse que sabia que meu nome era Gonzales assim que olhou pra mim, e que a entrada para mexicanos ilegais era do outro lado.
 
Depois que mostrei meu passaporte para ele dizendo: “the book is on the table”, ele viu que eu era brasileiro mesmo e me fez as perguntas de sempre: “ja veio aqui antes?”, “o que vai fazer”… queria ate saber quanto eu paguei de taxa para a agencia que me matriculou no curso. Me pediu que eu sentasse no colo dele como ultimo procecedimento e me deixou passar. Depois da “alfandega de pessoas”, fui para a “alfandega das bagagens”. Nessa eu dei sorte. Nem parei. Mas os doi senhores que vieram com um cachorro a bordo, foram parados e desmontaram todas as malas deles. E ainda tinha o cachorro que nao parava de latir para o oficial. Acho que eles dormiram no aeroporto….
 
Mantive a calma porque ainda teria mais 3 horas de espera para o proximo voo ate Washington, meu destino final. Depois de muito andar, pois meu portao jamais seria o de numero 1 ou 3…  (era o D42, longe, muito loonge..) a American Airlines nao se decidia em qual portao seria o embarque. Fiquei em frente ao D42 a espera dessa decisao. Muitos recados em ingles (claro, vc deve estar pensando, ele esta nos EUA), mas muitos mais em espanhol. Miami nao pertence mais a America do Norte. Se ficasse la, o ingles seria a ultima coisa para aprender.
 
Tentei ligar para David (meu amigo) desde Miami. Essa tentativa se deu assim: Cheguei perto de um telefone public que por aqui eles chamam de Public Phone… bem, lado do tal Public Phone, tinha uma maquina de cartao. Fiquei olhando.. ela nao me disse nada… (eu tambem nao), vi dois botoes com dois valores: 10 e 20 dolares. Peguei minha primeira nota de 20 dolares e inseri na tal maquina. Ela engoliu o dinheiro (que por aqui eles chamam de money) e….. nada. Nao acendeu uma luz, nao devolveu o dinheiro, nada. Xinguei a maquina em bom portugues. Nada. Xinguei em ingles… mesmo assim nada. Como nao conheco palavrao em espanhol… perdi meu dinheiro (pensei). Mas ai… resolvi apertar um dos botoes da maquina. Como tinha colocado uma nota de 20, apertei esse botao… ai entao a maquina cuspiu um cartao de 20 unidades! (Felicidade! Senti a primeira vitoria completa!)

Em seguida, o cara que estava esperando pacientemente eu xingar a maquina em dois idiomas para comprar um cartao chegou ate a maquina e disse: “Man, 20 dollars for a phone card? Too much!”. E foi embora sem comprar o catao… pensei que se ele tinha achado caro, seria melhor eu nao ter comprado… perdi meu dinheiro… (Um pouco de tristeza… senti meia vitoria).

Bom, o jeito agora era ligar. E para isso, e so inserir o cartao no Publi Phone e ligar certo? Pois e… nao e. Primeiro voce liga para a operadora e depois digita o codigo de ativacao do cartao para depois fazer a ligacao. Simples. Mas nao deu certo. As varias tentativas so deram em mensagens dizendo que eu era um mane que nao sabia como telefonar. Pensei que talvez fosse melhor que a maquina tivesse engolido meu cartao… (Tristeza grande… sabem a vitoria sentida no comeco? Esquece).

Quando a A.A. (American Airlines e nao Acoolicos Anonimos) decidiu que meu portao de embarque seria o de D07 (Porra, andei tudo de volta!), cheguei em Washington. Desembarcamos do aviao direto pra outra maquina. Isso mesmo. Quem se lembra de Guerras nas Estrelas vai entender. Voce sai do aviao e entra em uma especie de Onibus que se levanta ate a altura do aviao e leva a gente ate o outro lado do aeroporto para o desembarque. Tem umas rodas enormes. Parece as maquinas de ataque do Dart Vader.
 
Cheguei ao saguao e… nao encontrei David. Pensei de novo em ligar, mas eu ja tinha comido o cartao telefonico… e nao quis mais gastar dinheiro com isso. Perguntei ao oficial do aeroporto se ele conhecia o David e ele me disse pra continuar andando… (gente de cidade grande…. ninguem se conhece…)

Passei pela porta de saida do aeroporto com meus 50 quilos de bagagem mas voltei imediatamente para dentro. (FRIO PRA CARAAAAAAAAAAAAAAAAIO!!!). Puta merda! Cara que frio! Tocantinense acostumado com 40 graus na cuca, de repente jogado dentro de um freezer made in USA.

Esperei mais duas horas pelo David. Nada. Resolvi pegar um taxi (que por aqui eles chamam de cab). Chamei taxi e ninguem parou. Lembrei que o nome era cab e um parou rapidamente. Pedi que me levasse para a casa do David. A resposta foi: “Ho?”. Aprendi que o David nao e tao conhecido na cidade. Falei em ingles (Senti vitoria novamente!) o endereco e fomos. Quando vi que a corrida ja estava em 40 dolares, disse ao motrista que eu so tinha 50 dolares… seguimos ate uma ponte que era perto da casa onde eu ia ficar e parou. Apontou para o taximetro (imagino que aqui seja cabximetro). Entendi que era pra descer. Com o frio, nao consegui andar muito e resolvi dormir na ponte mesmo. Uma experiencia muito boa. As pontes do primeiro sao muito diferentes das pontes do Brasil. Ate ate o pessoal que dorme na rua fala inlges. Incrivel. De manha, pedi uma carona e cheguei na casa do David. David, Janaina e Marina me receberam super bem!
 
Por enquanto e isso. Estou bem. Ainda me acostumando com o frio, se bem que eles me dizem que ainda nao esta frio de verdade.

To ferrado.


About this entry