First day School!!

Chegou o Natal!Hoje o dia foi diferente. Nao tive que arrastar mala, nao fiquei fora de casa, nao estava tirando fotos na chuva e na lama. Hoje tive que ir ate a escola de ingles… sozinho! Semana passada, Janaina (esposa do David para quem ainda nao sabe) me levou de carro ate la para eu poder ver o caminho que teria que fazer. Ainda bem!

 

Saindo de casa (de roupa dessa vez), fui ate a estacao de metro. Para isso, tenho que atravessar todo o Cemiterio de Arlington (se voce ja viu filmes sobre o exercito Americano, ja deve saber que e muito bonito!) e o Pentagono! E um predio enoooorme. Nao na altura, mas na largura. Acho que por isso nao acertaram com aviao. Devem ter passado reto. Se bem que depois bateram com um aviao menor. Alias, depois da tragedia do 11 de setembro, foi criado um sistema de vigilancia onde todos os turistas que entram no pais, devem ter endereco certo para ficar e esta informacao consta nos arquivos federais. Se voce muda de endereco e nao avisa o governo, ta ferrado. Extradicao na hora sem direito a retorno. Valeu Osama! Depois de dar a voooolta no predio, cheguei a estacao do metro, onde David (funcionario de comunicacoes do Pentagono) me ajudou com o ticketpass. Ainda bem que ele foi porque parece uma operacao simples comprar a passagem, mas nao e. Sao tantas opcoes de passagens que eu ia ficar horas tentando saber qual a melhor. Depois disso: sozinho em Washington! Acertei no primeiro trem. Simples, ne? Nao… em um mesmo trilho e na mesma direcao, passam dois tipos de trens: o que vai pela linha azul e o que vai pela linha amarela. Em algum ponto no subterraneo, cada um segue para lados diferentes, mas voce pega os dois na mesma estacao. Cuidado pra nao errar quando vier por essas bandas. Dentro do metro, tive tanto cuidado em saber para onde estava indo, que esqueci de ver de qual estacao eu estava SAINDO!! Que merda! (quando voce vier por essas bandas, nao esqueca de saber a porcaria da estacao de onde voce saiu…).

 

No centro da cidade, tudo muito diferente! O estilo das pessoas, linguas (ingles, espanhol e uma outra lingua que nunca escutei) e sons diferentes passam pelos ouvidos. O cheiro da cidade (pelo menos ate onde fui), e muito bom! Cheira a comida o tempo todo. Todas as esquinas oferecem algo para se comer (to falando de comida mesmo). Ate atravessar a rua e diferente: dependendo do tipo de cruzamento, o sinal fica verde para carros e pedestres. Engracado pessoas e carros circulando ao mesmo tempo. Claro que os carros devem parar para que todos os pedestres passem, ai ele pode continuar. Voce se acostuma.

 

Lembra que Janaina me levou ate a escola? Porra, me perdi muuuuito! Em algum lugar onde o vento faz a curva, eu virei sei la onde e andei umas 5 quadras (sei la pra qual direcao…) resolvi fazer o que fariamos no Brazil: perguntar. Calma… concentracao, nao se esqueca que a forca esta com voce… pensa primeiro em como fazer a pergunta: “The book is on the table?” (nao.. essa e pra outra coisa…), “Me gustas mucho todo esso!” (essa para as mexicanas). Lembrei! Confiante, fui ate um senhor e disse: “Please, sir. I`m looking for this address. Can you help me?”. A resposta, com toda minha sorte de turista foi: “I don`t know man! I`m from Florida!” Porra. Tem quantas pessoas morando nessa cidade? E o cara que eu escolho nao mora em washington. Ele apontou para o porteiro de um hotel dizendo que ele poderia me ajudar. O porteiro, era o tipico afro-americano: dois metros de altura, mao do tamanho da bola de basquete, e que quando eu me aproximei, ele disse com a voz do Darth Vader: “Yes , sir?”… quase sai correndo.

E eu… bom… menino franzino, saido do interior do nordeste, cabecudo, olhos esbugalhados, pernas tortas… fiz a mesma pergunta. Muito educado, me deu a direcao correta. YES! (mesmo assim, agradeci e sai correndo).

 

Na escola, horas de testes para saber em que nivel eu estou: basico, intermediario ou avancado. Sai cansado. Mas o resultado foi surpreendente! Vou ficar em  uma sala so com dois alunos que conseguiram tirar a mesma nota que eu. Um e chines e so sabe falar “the book is… konichi wa?” e outro se chama Mohamed Ala de Cali Al Caeda. Esse nao fala nada. Vai ser legal…

 

Mas o que me encantou foi a volta da escola. Epoca de natal, a cidade ja comeca a se preparar para as festas. Em uma esquina, um senhor, sentado, tocava trompete. Era uma melodia natalina que embora comum, abafou o som da cidade. Nao se ouvia carros naquela esquina e a musica me acompanhou ate a outra esquina.

 

Chegou o natal.


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